
O ex-prefeito de Araraquara e presidente nacional do PT, Edinho Silva, foi eleito deputado federal por São Paulo neste domingo (4), com 115.341 votos. Com o resultado nas urnas, Araraquara volta a eleger um representante na Câmara dos Deputados, em Brasília, após 15 anos. Só na região de Araraquara foram mais de 70 mil votos conquistados.
Edinho agradeceu os votos recebidos e reafirmou seu compromisso com a cidade e a região. “Eu vou trabalhar muito. Todos me conhecem como prefeito, também como deputado estadual. Tenho como uma das principais características o trabalho. Vou me dedicar muito para honrar cada voto que eu recebi e para que eu possa ser, literalmente, o elo entre a cidade de Araraquara e região e todos os organismos do governo federal e, quando necessário, também do governo do estado”, afirmou.
Segundo Edinho, seu mandato terá como objetivo defender investimentos e ações para o desenvolvimento econômico e social da região. Ele citou áreas como saúde, educação, assistência social e infraestrutura.
“Quero que a região cresça, se desenvolva, se torne forte economicamente e atraia investimentos. E com a preocupação também para que Araraquara combata os problemas que está enfrentando: na saúde, na educação, na assistência social e na infraestrutura. Vou seguir trabalhando muito”, declarou.
O primeiro turno
Edinho também avaliou o desempenho da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que avançou para o segundo turno neste domingo. Para o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, as urnas expressam um sentimento de mudança que não pode ser ignorado.
“O sistema político brasileiro apodreceu e precisa de mudanças, de gente que redesenhe outro modelo, aproximando os mandatos da sociedade civil, da população. Da mesma forma que o Poder Judiciário e o Ministério Público também têm que estar mais próximos da sociedade”, destaca Edinho. “É preciso acabar com essa concepção de que cargo público é sinônimo de privilégio, de benefício pessoal. Isso é que faz com que a população, muitas vezes, desacredite das instituições brasileiras”, completa.
Edinho também reconheceu que a campanha de Lula no primeiro turno não conseguiu comunicar de maneira eficiente suas propostas e o legado dos governos petistas. “Não tenho dúvida de que nós erramos na comunicação quando o povo brasileiro não consegue entender que o Lula é a única liderança capaz de continuar mudando o Brasil”, enfatizou.
Para o deputado eleito, a estratégia no segundo turno deve ser explicar de forma mais direta temas como soberania nacional, exploração do petróleo e minerais críticos, relacionando esses assuntos a questões do cotidiano da população.
“Não adianta a gente falar em soberania se a gente não explicar para o povo que soberania significa o petróleo brasileiro ser do povo brasileiro, porque o petróleo pode financiar nossa saúde, educação, acabar com as filas do SUS, gerar condições para que o Brasil coloque todas as nossas crianças no ensino integral. Ninguém sabe o que são os minerais críticos, mas todo mundo sabe o que é chip, o que é um celular. Precisamos deixar claro que, se os minerais críticos não forem do Brasil, nós sempre vamos ter que comprar tecnologia, portanto, a riqueza vai ficar fora do Brasil”, contextualiza.
Dois candidatos, dois projetos
Com dois candidatos na disputa do segundo turno, Edinho aposta em um confronto direto entre os projetos apresentados por Lula e o candidato Flávio Bolsonaro.
“Agora o segundo turno é um confronto de dois candidatos, onde esses dois candidatos vão ter que dizer efetivamente ao povo brasileiro o que eles representam”, ressaltou.
Na sua avaliação, Lula reúne experiência e força política para promover as mudanças reivindicadas pela população. “Quem tem força política para fazer essas mudanças é o presidente Lula, e isso tem que ficar claro no confronto direto do segundo turno”, disse, destacando transformações realizadas no atual governo federal, como o Prouni, o combate à fome e medidas de redução da desigualdade e da concentração de renda.
Sobre Flávio Bolsonaro, Edinho voltou a criticar o que classifica como uma postura de entreguismo, especialmente em relação às riquezas e aos recursos estratégicos do país. O deputado eleito também questiona a capacidade de Flávio de representar uma política de segurança pública, citando as ligações do candidato com milícias do Rio de Janeiro. Para Edinho, esse é um dos principais pontos a serem confrontados no debate eleitoral.
Edinho ainda reafirmou que vai continuar participando ativamente da campanha nesta nova etapa da disputa. “Nós temos pela frente uma longa jornada, mas a minha fala neste momento é de gratidão. Obrigado a cada pessoa que caminhou ao meu lado, abriu espaço para uma conversa e ajudou a construir essa vitória. Cada voto aumenta minha responsabilidade de trabalhar. Vou seguir ouvindo nossa gente e trabalhando para transformar nossos compromissos em resultados.”, finalizou Edinho Silva.
























