Uma moradora de Ibaté vive um verdadeiro pesadelo financeiro após descobrir que seu nome foi usado em um suposto golpe de empréstimo consignado digital, ativado sem autorização e com parcelas já cobradas em sua folha de pagamento. O caso foi registrado na Delegacia Eletrônica e encaminhado para a Delegacia de Polícia de Ibaté.
De acordo com o boletim, a vítima havia contratado apenas um empréstimo anterior, no valor de R$ 7.180,34, dividido em 12 parcelas de R$ 729,42, que estavam sendo descontadas corretamente pela empresa onde trabalha. Entretanto, sem qualquer aviso, contato ou confirmação, um novo contrato, dessa vez no valor de R$ 21.019,32, divididos em 36 parcelas de R$ 583,87, apareceu ativo em seu nome — mesmo ela afirmando que nunca recebeu o dinheiro.
Ao procurar esclarecimentos, começou o jogo de empurra: o banco disse que só há registro do primeiro empréstimo; a financeira afirmou não saber do novo contrato; e a empresa mandou procurar o banco. Resultado: a vítima ficou presa num limbo, sendo cobrada por um empréstimo que não contratou, com parcelas altas e juros considerados abusivos. Sem solução, decidiu registrar ocorrência alegando ter sido vítima de golpe.
O caso, registrado como “outros não criminal” com situação consumada por prejuízo financeiro, foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Ibaté, onde deverá passar por análise do delegado titular para verificar indícios de fraude, falha no sistema de e-consignado ou possível crime de estelionato.
Enquanto isso, a vítima segue tentando provar que não contratou o empréstimo e que está pagando por uma dívida que não fez. Especialistas alertam que golpes envolvendo e-consignado e carteiras digitais têm crescido em todo o país, principalmente quando empresas terceirizadas integram plataformas de crédito sem autenticação adequada.
O caso segue em apuração.


















