
O vereador de Ibaté Profº Hícaro Costa (PT) fez duras críticas à condução de mudanças no Legislativo durante a sessão ordinária desta segunda-feira, 14 de setembro. Ao explicar seu voto, o parlamentar questionou o uso de R$ 51 mil na contratação de uma empresa pela presidência da Câmara Municipal, e defendeu que recomendações apresentadas pela consultoria sejam efetivamente consideradas, especialmente em relação ao fim do voto secreto.
Segundo Hícaro, os recursos utilizados na contratação são provenientes dos impostos pagos pela população e, por isso, qualquer decisão envolvendo esse dinheiro deve ser acompanhada de responsabilidade e transparência. O vereador afirmou que a empresa teria sido contratada diretamente pela presidente da Câmara, Viviane da ONG (Podemos), e disse que um dos documentos apresentados pela consultoria apontaria a necessidade de retirada do voto secreto.
“Quando esta Casa utiliza R$ 51 mil, que é oriundo dos impostos das pessoas que moram, que consomem, que trabalham em Ibaté, para contratar uma empresa, e essa própria empresa vem e diz o que tem que ser feito, eu fico pensando que cara nós teremos diante da população de Ibaté para justificar o dinheiro público”, declarou.
O vereador relacionou o debate ao cotidiano dos moradores que enfrentam dificuldades financeiras e reforçou que os recursos públicos devem ser utilizados de forma criteriosa. Na avaliação dele, seria contraditório contratar uma empresa especializada e posteriormente deixar de seguir uma das orientações apontadas no trabalho apresentado ao Legislativo.
Hícaro também defendeu que eventuais discordâncias em relação às normas devem ser resolvidas por meio de alterações legais dentro das competências de cada esfera do poder público. Para ele, a transparência deve ser ampliada tanto no município quanto nas esferas estadual e federal.
Durante a manifestação, o parlamentar ainda criticou situações anteriores em que requerimentos e indicações de sua autoria receberam votos contrários. Hícaro afirmou que requerimentos têm como objetivo solicitar informações ao poder público, enquanto indicações encaminham pedidos ao Executivo, e avaliou que impedir essas iniciativas comprometeria o exercício da atividade parlamentar.
“Observem bem nas pessoas que vocês votam. Porque, se está ruim, vocês têm que saber por que está ruim. O que está em xeque aqui são os avanços democráticos e legais que essa cidade vai ter”, afirmou o vereador durante o discurso.
Ao encerrar, Hícaro agradeceu aos vereadores que apoiaram a alteração defendida por ele e afirmou que a discussão envolve o papel institucional do Legislativo e a democracia representativa no município. As declarações reproduzem a posição do parlamentar durante a sessão. O material encaminhado para esta reportagem não contém manifestação da presidente Viviane da ONG nem da empresa mencionada pelo vereador sobre as críticas apresentadas.






















