A Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana realizou, na última quinta-feira, 28 de maio, no auditório do Museu Mário Tolentino, mais uma atividade da campanha Maio Amarelo, movimento internacional voltado à conscientização para a redução de acidentes e mortes no trânsito. A ação reuniu motoristas da Secretaria Municipal de Educação e técnicos de segurança do Senac.
A palestra foi ministrada pelo comandante da Guarda Municipal de São Carlos, Célio Ramos de Godói, e teve como tema principal a alcoolemia, termo usado para definir a concentração de álcool etílico no sangue de uma pessoa. O assunto é aplicado tanto na medicina legal quanto na fiscalização de trânsito, especialmente para medir o grau de embriaguez ou intoxicação alcoólica de motoristas, seja em gramas de álcool por litro de sangue ou em miligramas por litro de ar alveolar, como ocorre no teste do bafômetro.
Durante a apresentação, o comandante também abordou mitos e verdades sobre o bafômetro e explicou os limites previstos na legislação. Segundo ele, até 0,04 mg/L no equipamento, o resultado fica dentro da margem de tolerância. De 0,05 mg/L a 0,33 mg/L, a conduta já configura infração gravíssima, com multa, suspensão do direito de dirigir por 12 meses e retenção do veículo. A partir de 0,34 mg/L no bafômetro, ou 0,6 g/L no sangue, a situação passa a ser considerada crime de trânsito, com possibilidade de detenção de seis meses a três anos, além das penalidades administrativas.
“Realizamos cerca de 500 testes de alcoolemia por operação. Até 0,04 mg/L no bafômetro é liberado, dentro da margem de tolerância. De 0,05 mg/L a 0,33 mg/L já configura infração gravíssima, com multa severa, suspensão do direito de dirigir por 12 meses e retenção do veículo. Igual ou superior a 0,34 mg/L, ou 0,6 g/L no sangue, é considerado crime de trânsito, sujeito à detenção de seis meses a três anos, além das penalidades administrativas”, explicou Célio Ramos de Godói.
De acordo com o diretor de Educação para o Trânsito, Felipe Almeida, a proposta da atividade foi chamar a atenção para os efeitos do álcool nos reflexos, na percepção e na capacidade de decisão dos motoristas. Ele destacou que a palestra também buscou combater a falsa sensação de segurança de quem acredita que pequenas quantidades de bebida alcoólica não interferem na condução de veículos.
A apresentação também tratou dos diferentes níveis de intoxicação provocados pelo álcool no organismo. Conforme foi explicado, concentrações mais baixas podem provocar alterações leves e quase imperceptíveis, enquanto níveis mais elevados estão associados à perda de coordenação motora, redução da visão, dificuldade de raciocínio, confusão mental e alterações no comportamento. Em situações extremas, a intoxicação pode representar risco grave à vida.
Outro ponto reforçado durante a palestra foi a recusa ao teste do bafômetro. Nesses casos, o motorista fica sujeito às mesmas penalidades administrativas aplicadas a uma infração gravíssima. Além disso, ele também pode responder por crime de trânsito caso os agentes identifiquem sinais de alteração da capacidade psicomotora, por meio de exame clínico, testemunhas, imagens ou outros elementos de comprovação.
As ações do Maio Amarelo também tiveram continuidade com uma palestra ministrada pelo Departamento de Educação para o Trânsito a funcionários e terceirizados da empresa Corpal. Na ocasião, os agentes de trânsito abordaram temas ligados à segurança viária e à prevenção de acidentes.
Segundo a Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, São Carlos possui atualmente 213 mil veículos registrados, média aproximada de dois veículos por família. O número não considera a frota flutuante de estudantes, trabalhadores e visitantes que circulam diariamente pelo município. Desde o início de 2026, a cidade já registrou 114 sinistros envolvendo automóveis e 83 com motocicletas.
A campanha reforça que a redução de acidentes depende de fiscalização, educação no trânsito e mudança de comportamento dos condutores. No caso da combinação entre álcool e direção, a orientação das autoridades é direta: qualquer quantidade ingerida pode comprometer reflexos, ampliar riscos e colocar vidas em perigo.
























