
Motoristas de aplicativo, familiares, amigos e moradores de São Carlos participaram, na tarde deste sábado (19), de uma manifestação em homenagem à motorista Edith Bonfim, de 50 anos. A mobilização percorreu ruas da cidade com pedidos de justiça pelo assassinato da trabalhadora e também chamou a atenção para a segurança dos profissionais que atuam diariamente no transporte por aplicativos.
Com o lema “Luto e Justiça por Edith Bonfim”, a manifestação começou com concentração na Arena Tusca. Em seguida, os participantes saíram em carreata em direção à região da Avenida Getúlio Vargas, reunindo veículos e pessoas que quiseram prestar solidariedade à família.
Durante o ato, faixas exibiam mensagens como “Justiça para Edith”, “Não vamos nos calar” e “Uma vida foi tirada. Exigimos Justiça”. Em outro cartaz, a frase “Edith não é apenas um nome. É uma vida” sintetizou o tom da mobilização e o sentimento dos participantes.
A manifestação também passou pela região da Central de Polícia Judiciária (CPJ), onde participantes fizeram pronunciamentos em memória da motorista. Além das homenagens, os discursos reforçaram o pedido para que as circunstâncias do crime sejam totalmente esclarecidas e os responsáveis sejam submetidos à Justiça.
















O caso provocou forte repercussão em São Carlos. Edith trabalhava como motorista de aplicativo e foi encontrada morta na região de Água Vermelha. O veículo utilizado por ela também foi localizado posteriormente no Jardim Ipanema e passou por perícia durante as investigações.
Na sexta-feira (18), um casal suspeito de envolvimento no crime foi localizado em Itirapina. Segundo informações divulgadas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Carlos, os investigados admitiram participação durante os depoimentos. A Polícia Civil segue responsável pela apuração do caso e pela consolidação dos elementos do inquérito.
Além do pedido de justiça pela morte de Edith, a mobilização colocou em evidência uma preocupação recorrente entre motoristas de aplicativo: os riscos enfrentados durante corridas e deslocamentos. Profissionais da categoria passam grande parte do dia nas ruas e defendem medidas que ampliem a segurança no exercício da atividade.
A carreata terminou marcada pela homenagem à motorista e pela cobrança de respostas para o crime. O ato também transformou a comoção provocada pela morte em um alerta sobre a necessidade de proteção aos trabalhadores de aplicativo e de continuidade das investigações até o completo esclarecimento do caso.








