
Uma pesquisa do Procon Araraquara identificou variação de até 619,64% nos preços de medicamentos vendidos em cinco drogarias do município. O levantamento, realizado entre os dias 17 e 20 de julho, comparou 20 medicamentos de referência e seus respectivos genéricos e mostrou que a diferença de valores é mais acentuada entre os produtos genéricos.
Ao todo, foram pesquisados 40 itens, entre analgésicos, anti-inflamatórios, antibióticos, anti-hipertensivos e medicamentos utilizados no tratamento de diabetes, colesterol, gastrite e depressão. O objetivo, segundo o órgão de defesa do consumidor, é oferecer um parâmetro de preços e estimular a comparação antes da compra.
A maior diferença de toda a pesquisa foi encontrada no Anlodipino genérico. O medicamento custava R$ 4,99 no estabelecimento com menor preço e R$ 35,91 naquele com o maior valor, diferença de 619,64%. A Sertralina genérica também apresentou forte oscilação: foi encontrada por preços entre R$ 14,99 e R$ 104,84, variação de 599,13%.
Entre os medicamentos de referência, a maior diferença foi registrada no Amoxil. O menor preço encontrado foi de R$ 70,80 e o maior, de R$ 163,83, uma variação de 131,35%. Na sequência apareceu o Cozaar, comercializado entre R$ 42,26 e R$ 73,14, diferença de 73,06%.
Os resultados mostram que a pesquisa de preços pode ter impacto significativo principalmente para consumidores que utilizam medicamentos de forma contínua. Produtos como Losartana, Anlodipino, Sertralina e Omeprazol, por exemplo, costumam ser adquiridos mensalmente, o que pode ampliar a diferença de gasto ao longo do ano.
O subsecretário do Procon Araraquara, Vinicius Motta, orienta que o consumidor não leve em conta apenas o valor cobrado. “Além do preço, é importante que o consumidor observe o prazo de validade, a integridade da embalagem, o número do lote, o registro do medicamento na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e exija a emissão da nota fiscal”, afirma.
Motta também destaca que, nos casos em que houver autorização para substituição, o medicamento genérico pode representar uma alternativa mais econômica. A troca, no entanto, deve respeitar a orientação médica e as regras aplicáveis à dispensação de cada medicamento.
O Procon ressalta que os valores considerados na pesquisa são os preços de tabela e não incluem descontos eventualmente concedidos pelas farmácias. Benefícios vinculados a programas de fidelidade, convênios, laboratórios, formas de pagamento e campanhas promocionais foram desconsiderados para permitir uma comparação padronizada.
O órgão também alerta que os preços refletem apenas o período em que a coleta foi realizada e podem sofrer alterações. Estabelecimentos de uma mesma rede, inclusive, podem praticar valores diferentes, de acordo com estoque, promoções e políticas comerciais.
























