Projeto desenvolvido por Saulo Ribeiro Andrade Silva, da UFSCar, utiliza poemas, rap e funk consciente no combate ao bullying.
Um projeto desenvolvido pelo estudante Saulo Ribeiro Andrade Silva, de 29 anos, do curso de Licenciatura em Educação Especial da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), foi aprovado para apresentação no Congresso Hip Hop Educação, promovido pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). A iniciativa utiliza poemas, rap e funk consciente como ferramentas pedagógicas de inclusão e combate ao bullying e será apresentada em 15 de novembro de 2026.
Saulo, que é uma pessoa autista, iniciou o trabalho em 2025, com exposições de poemas voltados à inclusão e ao enfrentamento do preconceito em bibliotecas de São Carlos. A iniciativa contou com o apoio do Sistema Integrado de Bibliotecas da Secretaria Municipal de Educação (SIBI-SMEdu), por meio da diretora Mariana Schiabel e das chefes Fernanda Freitas, Cibeli Colautti e Maira Bassoli.
Em 2026, a proposta ganhou o formato de oficina, com o nome “Criativa no Combate ao Bullying através de Poemas, Rap e Funk Consciente”. A primeira atividade ocorreu no projeto Futebóis Diversidade, do Departamento de Educação Física da UFSCar, ampliando o diálogo entre cultura, educação e respeito às diferenças.
Posteriormente, o projeto foi apresentado na Praça da Cultura e durante o Festival Cultural da UFSCar. Na rede municipal de ensino, também chegou a estudantes do Ensino Fundamental II da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Dalila Galli, em parceria com o Sistema Integrado de Bibliotecas e a Secretaria Municipal de Educação.
A metodologia reúne rodas de conversa e de escuta, análise de letras de rap e funk que abordam o preconceito, a discriminação e o bullying, além da produção coletiva de poemas. A proposta oferece aos participantes oportunidades para expressar experiências, reconhecer diferentes perspectivas e discutir atitudes de respeito no ambiente escolar.
Por meio de elementos da cultura hip-hop, o estudante busca aproximar temas da convivência social de linguagens artísticas conhecidas pelos jovens. As atividades incentivam o acolhimento, a empatia e a valorização da diversidade, com espaço para a participação dos alunos na construção dos conteúdos.
Os resultados das experiências desenvolvidas em São Carlos deram origem a um resumo expandido aprovado para o Congresso Hip Hop Educação, previsto para 15 de novembro de 2026, na UFOP. O encontro, apresentado pelos organizadores como um congresso internacional dedicado à presença do hip-hop na educação, reunirá pesquisadores, professores e estudantes para discutir as contribuições dessa cultura para a aprendizagem e a inclusão social.
A aprovação amplia a visibilidade do trabalho realizado por Saulo e por seus parceiros em São Carlos e reforça o potencial de iniciativas culturais no enfrentamento ao bullying. A participação no congresso permitirá compartilhar práticas de educação inclusiva e experiências que utilizam música e literatura para promover o respeito às diferenças.




















