Foto: Paulo Mello
PAULO MELLO
A vereadora Raquel Auxiliadora (PT) afirmou, nesta terça-feira (13), que o resultado de sua primeira candidatura a deputada federal representa o reconhecimento do trabalho político desenvolvido em São Carlos e em outras regiões do Estado de São Paulo. Em entrevista ao programa Primeira Página no Ar, da São Carlos FM, a parlamentar comemorou os 11.732 votos recebidos, analisou o cenário eleitoral e não descartou a possibilidade de participar das eleições municipais de 2028.
Durante a entrevista, conduzida por Ivan Luccas e Paulo Mello, Raquel destacou que sua votação foi resultado de uma campanha baseada principalmente no contato direto com os eleitores. Segundo a vereadora, os votos foram conquistados em aproximadamente 380 municípios paulistas, resultado que, em sua avaliação, demonstra o alcance das propostas apresentadas durante o período eleitoral.
A parlamentar afirmou que optou por reduzir os investimentos em publicidade digital e materiais de grande porte, priorizando a distribuição de panfletos e as conversas presenciais. Para ela, o contato pessoal continua sendo uma ferramenta importante para aproximar candidatos e eleitores, mesmo diante do crescimento das campanhas nas redes sociais.
Vereadora não descarta candidatura em 2028
Questionada sobre a possibilidade de disputar a Prefeitura de São Carlos nas eleições de 2028, Raquel evitou antecipar qualquer decisão, mas afirmou que permanece à disposição do Partido dos Trabalhadores para participar dos projetos políticos da legenda.
“Eu sempre estou a serviço do nosso projeto, do projeto do meu partido. Então, estou à disposição sempre. Se for para ser em 2028, se não for, também está tudo bem”, declarou.
A vereadora ressaltou que sua atuação política está relacionada ao compromisso com as pautas que defende e que uma eventual candidatura dependerá das definições partidárias.
Ausência de deputados de São Carlos
Outro tema abordado foi a ausência de representantes eleitos de São Carlos para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa de São Paulo. Raquel contestou a interpretação de que o número de candidaturas locais teria sido o principal responsável pelo resultado.
Na avaliação da parlamentar, os eleitores demonstraram maior identificação com candidatos de projeção estadual e nacional, especialmente aqueles vinculados a pautas ideológicas. Ela citou nomes como Erika Hilton e Lucas Pavanato para exemplificar o comportamento observado nas urnas. “Não dá para culpar o eleitor. O eleitor está dando um recado”, afirmou.
Raquel também defendeu uma reflexão sobre a capacidade das lideranças políticas locais de compreender as prioridades da população. Segundo ela, a votação de candidatos de outras cidades demonstra que a identificação política pode ter maior influência sobre a escolha do eleitor do que a origem territorial.
Durante a conversa, a vereadora também avaliou o desempenho do prefeito Netto Donato (PP) no processo eleitoral. Para Raquel, embora os candidatos apoiados pelo chefe do Executivo tenham obtido resultados positivos, é necessário considerar o histórico de votação do eleitorado são-carlense antes de atribuir diretamente esses resultados à atuação do prefeito.
Polarização e cenário nacional
Ao comentar o segundo turno da eleição presidencial, Raquel afirmou que a prioridade do PT é a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A parlamentar manifestou preocupação com o avanço da polarização e defendeu a importância da existência de oposição política nas diferentes esferas de governo.
Em sua avaliação, o equilíbrio entre forças políticas é necessário para preservar o debate democrático e permitir a fiscalização dos governos. A vereadora também reconheceu que os partidos precisam compreender as mudanças no comportamento dos eleitores e nas formas de participação política.
Ao final da entrevista, Raquel agradeceu os votos recebidos e afirmou que pretende transformar o resultado eleitoral em responsabilidade e trabalho parlamentar. Segundo ela, seu compromisso na Câmara Municipal permanece voltado a toda a população de São Carlos, independentemente das escolhas feitas nas urnas.
“Essa luta e esse trabalho são o meu compromisso com cada uma das pessoas que votaram em mim e também com quem não votou. Porque, quando a gente está em um espaço público como vereadora, a gente é de todo mundo”, concluiu.

























