A cidade de São Carlos realiza na manhã deste domingo (8), a partir das 9h, o ato público “São Carlos Por Elas”, uma mobilização voltada à conscientização e ao enfrentamento da violência doméstica e do feminicídio. O evento acontece na Praça Coronel Salles, ao lado da Câmara Municipal, e reúne representantes do poder público, movimentos sociais e integrantes da sociedade civil.
A iniciativa busca sensibilizar a população sobre a gravidade da violência contra a mulher e fortalecer a rede de apoio às vítimas. O movimento ocorre no Dia Internacional da Mulher, data que também marca reflexões e mobilizações em defesa dos direitos femininos.
Dados nacionais reforçam a urgência do debate. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o país registra mais de 1.400 feminicídios por ano, além de cerca de 74 mil casos de estupro. Especialistas apontam que esses números podem ser ainda maiores, já que muitas vítimas não denunciam as agressões, o que contribui para a continuidade do ciclo de violência.
No Estado de São Paulo, a violência doméstica também apresenta índices preocupantes. Municípios do interior, como São Carlos, enfrentam o desafio de ampliar as ações de conscientização e garantir que mulheres vítimas de agressões encontrem ambientes seguros para buscar ajuda e proteção.
O presidente da Câmara Municipal de São Carlos, Lucão Fernandes, destacou a importância da mobilização social no combate a esse tipo de crime. Segundo ele, a participação da sociedade é fundamental para transformar a realidade e romper com práticas de violência ainda presentes no cotidiano.
“É urgente que toda a sociedade se mobilize para combater a violência contra a mulher. Este ato é um convite para refletirmos sobre o papel de cada um nessa luta, especialmente dos homens, que precisam se posicionar contra qualquer forma de agressão”, afirmou.
O parlamentar também ressaltou que o movimento vai além de um ato simbólico. “Queremos envolver famílias, lideranças e instituições para mostrar que a violência contra a mulher não pode ser tolerada. Trata-se de um compromisso coletivo com o respeito e com a vida”, acrescentou.
Durante a mobilização, também serão abordadas outras formas de violência de gênero, como violência psicológica, assédio moral, ameaças e ataques nas redes sociais, práticas que muitas vezes passam despercebidas, mas causam impactos profundos na vida das vítimas.
A expectativa é que o ato reúna moradores, lideranças comunitárias e representantes de diversas instituições, transformando a mobilização em um gesto de união em defesa da vida e do respeito às mulheres. A proposta é incentivar denúncias e fortalecer a construção de uma sociedade mais justa, segura e igualitária.















