As Estatísticas do Registro Civil 2024, divulgadas nesta quarta-feira (10), mostram mudanças importantes nos indicadores demográficos e familiares do estado de São Paulo. Entre os principais destaques, o número de divórcios voltou a cair após três anos de estabilidade, enquanto os casamentos civis registraram leve alta, acompanhados de um novo recorde de uniões entre pessoas do mesmo sexo. Os dados revelam, ainda, uma queda contínua nos nascimentos e um aumento nos óbitos registrados no estado.
Segundo o levantamento, os divórcios diminuíram 3% entre 2023 e 2024, totalizando 122 mil dissoluções. A última vez que o indicador havia recuado foi entre 2019 e 2020, quando houve queda de 9,6%. Apesar de avanços na corresponsabilidade parental, a guarda compartilhada — presente em 41,9% dos divórcios judiciais — ainda não supera os casos em que as mulheres ficam com a guarda das crianças, que representam 48,2% do total.
Os casamentos civis cresceram 1,6% no estado em 2024, alcançando 239 mil registros, mas o volume ainda não retornou ao patamar pré-pandemia, quando foram contabilizadas 269,9 mil celebrações em 2019. Entre pessoas do mesmo sexo, o aumento foi mais expressivo: alta de 6,2% em relação a 2023 e novo recorde histórico, com 4.534 uniões formalizadas no ano.
A queda nos nascimentos permanece como uma das tendências mais marcantes do levantamento. Em 2024, São Paulo registrou 471,1 mil nascimentos, número 6,4% menor que no ano anterior — o sexto ano consecutivo de recuo. O perfil etário das mães também mudou ao longo das últimas duas décadas: em 2004, mulheres com até 24 anos representavam 45% dos partos; em 2024, esse percentual caiu para 29,1%, evidenciando a postergação da maternidade.
O número de óbitos aumentou 5% em comparação com 2023, atingindo 351 mil registros no estado. Do total, 6% foram mortes por causas não naturais, como homicídios, suicídios, acidentes de trânsito, afogamentos e quedas acidentais. A sobremortalidade masculina permanece expressiva: entre os homens, foram contabilizados 16.009 óbitos não naturais — três vezes mais do que entre as mulheres (5.236). Entre jovens de 15 a 29 anos, esse desequilíbrio é ainda mais acentuado: 3.610 mortes masculinas por causas externas, número 5,5 vezes maior que o feminino (656).



















