PAULO MELLO
O vice-presidente do Sindspam, Lucinei Custódio, afirmou que os servidores municipais de São Carlos decidiram manter a greve após rejeitarem, quase por unanimidade, a nova contraproposta encaminhada pela Prefeitura no segundo dia de paralisação. Segundo ele, a categoria permaneceu mobilizada ao longo desta terça-feira (14), primeiro na Praça dos Voluntários e, mais tarde, na Praça do Mercado Municipal, onde foi realizada assembleia para deliberar sobre os rumos do movimento.
De acordo com Lucinei, os trabalhadores aguardavam desde a reunião realizada no Paço Municipal, encerrada por volta do meio-dia desta segunda-feira (13), o envio de uma nova manifestação do Poder Executivo. Como a resposta não chegou durante a manhã, os servidores seguiram reunidos e combinaram uma nova concentração para o período da tarde. A assembleia foi convocada com primeira chamada às 16h30 e segunda chamada às 17h, já com a expectativa de analisar a contraproposta da administração municipal.
Ainda segundo o dirigente sindical, o documento foi encaminhado pela Prefeitura pouco antes das 16h e, após ser lido aos presentes, acabou rejeitado pela ampla maioria dos servidores, com apenas três abstenções. Na sequência, os participantes votaram pela continuidade da greve e realizaram uma caminhada pela Avenida São Carlos até a frente do Paço Municipal, onde voltaram a cobrar a reabertura das negociações com o governo municipal.
Como desdobramento da assembleia, o sindicato vai protocolar nesta quarta-feira (15), às 9h, uma nova contraproposta construída com base nas deliberações da categoria. Segundo Lucinei Custódio, os servidores aceitam a implantação do plano de carreira a partir de janeiro de 2027, a manutenção da cesta básica com 35 itens e a preservação das demais cláusulas que não foram alteradas, mas decidiram reduzir a reivindicação salarial para 6,5%, índice que soma a reposição inflacionária e o aumento real.
O vice-presidente do Sindspam também informou que a categoria vai defender o reajuste do tíquete-refeição para R$ 1.300. Para o sindicato, apesar de avanços em alguns pontos, o impasse permanece em temas considerados centrais pelos servidores, o que mantém o movimento paredista ativo e a mobilização da categoria em torno de uma nova tentativa de acordo com a Prefeitura.


















