Imagem: Reprodução do programa "A Hora do Leite"
A presidente da Câmara Municipal, Viviane Serafim, afirmou na manhã desta terça-feira, 2, durante participação no programa “A Hora do Leite”, apresentado pelos jornalistas Kaike e Antonio Carlos Leite, em Araraquara, que, por sua posição como protetora dos animais, seria favorável à proibição de rodeios, cavalgadas e práticas semelhantes envolvendo animais, na cidade de Ibaté. A declaração foi feita em meio a uma discussão sobre segurança, tradição rural e proteção animal no município.
Durante a entrevista, Viviane foi enfática ao tratar do tema. Segundo ela, sua posição pessoal é contrária a eventos que envolvam animais em situações de exposição, esforço ou risco. “Eu, como protetora, eu proibia. Rodeio, por mim, no meu gosto, eu já deixei bem claro: eu proibia rodeio, cavalgada, eu proibia tudo como protetora”, declarou.
Apesar da fala dura, a presidente da Câmara reconheceu que Ibaté ainda mantém uma forte ligação com a cultura rural. Segundo Viviane, a cidade carrega tradições do campo que ainda fazem parte da rotina e da identidade de parte da população. Por isso, afirmou que é necessário agir com bom senso diante da realidade local.
“Ibaté ainda tem essa questão rural, essa tradição. Então a gente vai dançando conforme a música. Mas, se for para radicalizar, nós vamos radicalizar”, disse Viviane durante o programa.
A fala reforça a postura da presidente da Câmara em defesa da causa animal, bandeira que marcou sua trajetória pública e sua campanha eleitoral. Viviane afirmou que foi eleita com 624 votos ligados à proteção animal e que não fez campanha tradicional de porta em porta. Segundo ela, sua votação foi resultado do trabalho realizado nas redes sociais e da atuação em defesa dos animais.
“Meu foco é o animal. Não adianta. Eu protejo os animais. O ser humano é depois. Eu estou por eles. Eu fui eleita por eles”, afirmou.
Durante a entrevista, Viviane também comentou uma fala do vereador Professor Hícaro Costa (PT), que teria levantado preocupação sobre a presença de crianças próximas a um boi. Segundo ela, embora o animal possa ser manso, o comportamento de um grupo de crianças em momento de agitação pode gerar risco.
“O boi pode ser manso, mas vocês já tentaram cuidar de 30 crianças juntas?”, disse Viviane, ao reproduzir o argumento. Ela afirmou que, em um cenário de saída de escola ou movimentação intensa, uma criança poderia puxar o rabo do animal, cutucá-lo ou se aproximar de forma inadequada, provocando uma reação perigosa.
Para Viviane, atividades educativas com animais só devem ocorrer com comunicação prévia e estrutura adequada de segurança. Ela disse que, quando há aviso, é possível preparar o ambiente e organizar medidas de proteção para crianças e para os próprios animais.
A declaração da presidente da Câmara amplia o debate em Ibaté sobre o limite entre tradição rural, eventos populares, segurança pública e defesa animal. Ao mesmo tempo em que reconhece a importância cultural dessas práticas para parte da cidade, Viviane deixou claro que sua prioridade política segue sendo a proteção dos animais.

















