
Uma mulher precisou fugir de casa acompanhada do filho de 10 anos após relatar ameaças de morte feitas pelo marido, na manhã deste domingo (1º), em São Carlos. A ocorrência foi registrada por volta das 7h36, na Rua José Miguel Deriggi, e mobilizou equipes da Polícia Militar do 38º Batalhão de Polícia Militar do Interior (38º BPM/I). Segundo o boletim policial, o homem apresentava comportamento agressivo e teria passado a noite consumindo bebidas alcoólicas e drogas.
Os policiais foram acionados pelo Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM) para atender uma ocorrência inicialmente comunicada como agressão. Ao chegarem às proximidades do endereço, encontraram a mulher e o filho em um mercado, onde ambos buscavam ajuda. Conforme o registro, os dois estavam bastante assustados e relataram os momentos de tensão vividos dentro da residência.
Em depoimento aos policiais, a mulher afirmou que o marido havia passado a noite causando transtornos e proferindo ameaças contra ela. Entre as declarações atribuídas ao homem estavam ameaças de morte e de afogamento no vaso sanitário. A vítima também relatou que ele teria ameaçado agredir seu filho de 10 anos, alegando não ser o pai da criança.
Ainda segundo a solicitante, o homem teria arremessado o celular do menino contra o chão, danificando o aparelho, além de causar danos ao telefone dela. Temendo pela própria integridade física e pela segurança dos filhos, a mulher decidiu deixar a residência às pressas e procurar auxílio na rua.
Criança de dois anos permaneceu dentro da residência
Durante o atendimento, os policiais foram informados de que uma menina de apenas dois anos, filha do casal, havia permanecido no interior do imóvel. Diante da situação, a equipe solicitou reforço para verificar as condições da criança e localizar o homem apontado como responsável pelas ameaças.
Com a chegada do apoio, os militares entraram na residência e encontraram o suspeito na área da lavanderia, nos fundos do imóvel. Segundo a Polícia Militar, ele confirmou ter consumido drogas e bebidas alcoólicas durante a noite, mas apresentou resistência às orientações dos agentes.
O boletim informa que os policiais tentaram estabelecer diálogo por diversas vezes, porém o homem manteve comportamento agressivo e afirmou que não seria conduzido à delegacia. Diante da resistência e do receio de fuga, os agentes utilizaram algemas, justificando a medida pela necessidade de preservar a segurança dos envolvidos.
A ocorrência foi atendida pelo cabo Dorte e pelo soldado Diego Costa, com apoio do subtenente Batista, do soldado Tarosada, do cabo Morais e do soldado Favaro, todos integrantes da Polícia Militar.
Caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária
Após a intervenção, as partes foram encaminhadas à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de São Carlos. Conforme o registro policial, o homem continuou apresentando comportamento agressivo, inclusive verbalmente, durante os procedimentos na delegacia.
A autoridade policial de plantão tomou conhecimento dos relatos e determinou o registro da ocorrência como violência psicológica. O boletim encaminhado não informa se houve prisão em flagrante, pedido de medida protetiva ou outras determinações judiciais.
O caso evidencia a importância do acionamento imediato das forças de segurança diante de situações de violência doméstica, especialmente quando há crianças envolvidas. Mulheres ameaçadas ou vítimas de agressões podem procurar a Polícia Militar pelo telefone 190 ou buscar orientações na Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180, serviço gratuito de atendimento e orientação sobre violência contra mulheres.
























