
A presidente da Câmara Municipal de Ibaté, Viviane Serafim (PODEMOS), criticou nesta quinta-feira, 27 de agosto, o formato de políticas públicas de transferência de renda e assistência social do governo federal ao comentar uma mensagem sobre o aumento do número de pessoas em situação de rua. A parlamentar afirmou que parte dos auxílios, na avaliação dela, acaba desestimulando a busca por emprego e deveria ser revista para ampliar oportunidades de autonomia e reinserção social.
Ao abordar a situação das pessoas que vivem nas ruas, Viviane afirmou que a tendência seria de aumento caso não haja mudança nas políticas existentes. “E vai aumentar cada vez mais. Hoje eles ganham o mesmo salário que um pai de família ganha trabalhando o mês todo”, declarou. A presidente da Câmara não apresentou dados ou levantamentos que comprovem essa comparação.
Viviane também questionou a forma como recursos assistenciais são utilizados e defendeu uma política mais voltada à recuperação de usuários de drogas e à prestação de serviços. “Esses auxílios, no meu ver, deveriam ser dados para realizar internações para usuários. E pagar por serviços prestados no município”, afirmou. Como exemplo, citou a necessidade de trabalhadores para atividades como limpeza urbana e roçagem de terrenos, embora o município já tenha uma empresa terceirizada que efetua o serviço de forma bastante eficaz.
A parlamentar disse ainda que programas sociais deveriam ser estruturados para não gerar dependência prolongada. “Pode até não estar no mapa da fome, mas sem nenhuma expectativa de progresso”, afirmou. Em outra manifestação, declarou que famílias que permanecem exclusivamente dependentes de benefícios podem enfrentar dificuldades para avançar em áreas como educação e inserção no mercado de trabalho.
Críticas ao modelo de transferência de renda
Na avaliação de Viviane Serafim, o desenho das políticas federais precisa ser alterado para estimular a entrada no mercado de trabalho sem provocar perda imediata de benefícios. A presidente da Câmara citou especialmente a situação de mães solo, que podem enfrentar dificuldades para conciliar renda, emprego e despesas familiares.
“Uma mãe solo, não deveria perder o auxílio só por arrumar emprego. O auxílio deveria ser um extra, para ela poder investir na educação do filho”, afirmou. Viviane disse conhecer casos de mulheres que, segundo ela, optam por não trabalhar porque a combinação de benefícios sociais e outras formas de assistência acaba sendo considerada mais vantajosa financeiramente.
Ao mesmo tempo, a parlamentar defendeu melhores salários e condições de trabalho como parte da solução. Para ela, políticas sociais deveriam funcionar como complemento temporário e como instrumento para ampliar oportunidades, especialmente para famílias em situação de vulnerabilidade.
As declarações representam a avaliação política da presidente da Câmara de Ibaté sobre programas de assistência e transferência de renda. As mensagens apresentadas não incluem dados oficiais sobre valores médios de benefícios, renda de pessoas em situação de rua ou efeitos dos programas federais sobre emprego, escolaridade ou dependência de assistência.
A manifestação amplia um debate recorrente sobre como conciliar proteção social, incentivo ao trabalho, atendimento a pessoas em situação de rua e apoio a famílias de baixa renda. Viviane defende que eventual revisão das políticas preserve o atendimento a quem necessita, mas crie mecanismos que estimulem emprego, qualificação e maior autonomia econômica.


























