OPINIÃO | Acabar com a Fundação Pró-Memória é desrespeitar a história de SC

Comentários circulam pelos bastidores políticos (que ainda não foram e espero que não sejam confirmados oficialmente) que o atual governo municipal pensaria em acabar com a Fundação Pró-Memória. Se isso realmente for verdade, a administração estará incorrendo num erro não apenas grotesco, mas também irreparável para a cidade.

A Pró-Memória é uma das poucas entidades, com exceção de abnegados como o grande jornalista Cirilo Braga e como era o saudoso professor Antonio Carlos Vilela Braga, que cuidam da história de São Carlos. Seus trabalhos de pesquisa, seus documentos, seus arquivos são fontes inesgotáveis de história, de informação, de como foi e de baliza sobre como será a vida em São Carlos nos próximos tempos.

Fundações como essa ao invés de serem destruídas, devem ser preservadas, ou seja, ganhar mais orçamento, mais força, mais importância. Poucas pessoas sabem em São Carlos o que faz a Pró-Memória e isso não é bom. Para quem não sabe, o trabalho da Pró-Memória é algo que deveria orgulhar os são-carlenses, ela fala da nossa história, da nossa cidade e daquilo que foi importante.

Preservar arquivos numa era em que boçais tomam conta das redes sociais com discursos cretinos de ódio devia ser um trabalho que merecesse diploma de honra ao mérito na Câmara Municipal. Estamos diante do enigma esfinge: o que queremos para a cultura e a história de São Carlos?

Uma cidade que tem duas das mais importantes universidades públicas do Brasil não pode pensar sequer em abrir mão, por mais que existam argumentos que tentem provar o contrário, de sua fundação cultural mais importante. Ao contrário, devemos sim fazer com que a Pró-Memória interaja ainda mais com a comunidade e se torne cada vez mais uma opção para quem busca informações para São Carlos.

Os setores culturais da cidade precisam se movimentar e demonstrar que a Pró-Memória precisa ser abraçada, só assim o poder público irá perceber a importância que essa fundação tem.

Aliás, a Pró-Memória a Estação Ferroviária são patrimônios de São Carlos, e assim devem permanecer.

RENATO CHIMIRRI – jornalista, sociólogo formado pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) com passagens por jornais como A Tribuna, Primeira Página, A Notícia, Diário Regional (todos de São Carlos), Tribuna Impressa (Araraquara), Diário Lance!, Ex Libris Comunicação, Rádio Clube e Rádio São Carlos. Atualmente é diretor e editor do portal de notícias São Carlos em Rede.

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