
AUMENTO PEGOU NO BREQUE
Duas comissões da Câmara de Ibaté deram parecer contrário ao projeto que elevaria os salários dos secretários para R$ 12.800. O contracheque tentou subir de elevador, mas encontrou a responsabilidade fiscal na porta.
R$ 3.800 DE ENTUSIASMO
O aumento proposto é de R$ 3.800 por secretário. Cabe aos defensores explicar: qual resultado justifica a engorda? O contribuinte merece conhecer a produtividade antes de receber a conta do apetite.
DOIS A UM, DUAS VEZES
A proposta recebeu parecer contrário por dois votos a um nas duas comissões. Um placar desses recomenda estudar os argumentos. Insistir sem responder aos questionamentos seria tentar resolver a matemática no grito.
FORA DA PAUTA, DENTRO DO RADAR
O reajuste ficou fora da Ordem do Dia após os pareceres, mas isso não significa arquivamento definitivo. O contribuinte pode respirar, sem dormir no ponto. Proposta de aumento costuma encontrar o caminho de volta com impressionante facilidade.
CARDÁPIO SEM PREÇO
Os documentos descritos na reportagem apontam obstáculos fiscais, mas não apresentam o impacto total nem os percentuais exatos de gasto com pessoal. A conta completa precisa aparecer. Orçamento público não deveria funcionar como restaurante que só revela o preço depois da sobremesa.
TORNEIRA NÃO ACEITA DISCURSO
A bomba da Vila Bandeirante falhou no dia 20 e comprometeu o abastecimento em Ibaté. Ronaldo Venturi (PSD), que cobrava soluções quando era vereador, agora recebe a cobrança. A cadeira mudou de dono; o balde continua na mão do morador.
POÇO FUNDO, PRAZO RASO
Na atualização do dia 20, a Prefeitura informou que o poço do Jardim Cruzado estava perfurado, mas faltavam reservatório, adutora e interligação. Nenhuma nova data de entrega foi apresentada. Por enquanto, a estrutura mais abastecida é a expectativa. Acho que o Ronaldo percebeu que as coisas demoram!
NATAL ACENDE, COBRANÇA CONTINUA
A instalação da decoração natalina começou na Praça Central. A festa valoriza a cidade e movimenta o comércio. O pedido ao Papai Noel é simples: que o capricho da praça também inspire a regularidade dos serviços nos bairros da cidade e que não sobrem buracos nas ruas e nem mato alto.
LOMBOFAIXA NÃO É FAVOR
As obras de lombofaixas nos acessos ao parquinho do Cruzado começaram no dia 19, atendendo ao pedido do vereador Elizeu do Cruzado (PL). Boa medida para proteger crianças e famílias. Segurança de pedestre merece execução; transformar cada faixa em epopeia administrativa já exige uma lombada no entusiasmo.
QUATRO DIAS NO DESVIO
A Avenida Araraquara terá interdição de 26 a 29 de outubro para a construção de uma lombofaixa. Agora, cabe entregar no prazo: ninguém quer que o desvio temporário crie vínculo com o bairro. Certo?
SAÚDE BOA TAMBÉM SE MEDE
Ibaté apresentou em Araraquara, no dia 23, sua experiência para integrar atendimentos e reduzir filas. Cabe divulgar quantos aguardavam, quantos foram atendidos e quanto caiu a espera. Apresentação rende aplauso; indicador permite conferir o resultado. Aliás, como falta transparência nesse governo.
CIÊNCIA PARA O GABINETE
O Centro de Ciências de Ibaté–USP foi inaugurado no dia 23, com experiências e atividades educativas. Boa conquista. Fica a sugestão de levar ao gabinete um princípio básico da pesquisa: apresentar evidências antes de anunciar conclusões.
RODEIO PARTICULAR, CONTA CLARA
A Prefeitura emitiu no dia 19 o alvará de uso do espaço público para a Expo Rodeio Ibaté. Informou que o evento é privado, sem investimento financeiro público, mas com apoio institucional. Convém detalhar esse apoio: transparência também precisa entrar na arena. Dizem que até o espaço foi cobrado! Será?
BATIDA COM ATRASO NA NOTÍCIA
O carro oficial que, segundo a própria prefeitura, levava Ronaldo Venturi e assessores, sofreu uma colisão em setembro. Chama atenção que a população só ficou sabendo após este portal divulgar uma reportagem em 22 de outubro. Por sorte, ninguém se feriu. A informação, porém, levou mais de um mês para chegar ao público. Devia estar esperando guincho também. Será?
SEGURO CONTRA PERGUNTAS?
A Prefeitura de Ibaté atribuiu a demora no conserto aos trâmites do seguro e informou que o reparo teria cobertura. Ótimo. Agora faltam custo e prazo de conclusão. Apólice protege patrimônio; transparência protege o contribuinte de ficar fazendo papel de curioso. Nosso portal solicitou mais esclarecimentos e documentos sobre o caso! Vamos aguardar e acompanhar os desdobramentos!
CAIXÃO NO PALANQUE
Em São Carlos, a exibição de um caixão com símbolos do PT em ato com Netto Donato (PP), no dia 22, provocou críticas de Raquel Auxiliadora (PT). Campanha já tem santinho, jingle e promessa. Pelo visto, faltava o departamento funerário do debate político.
PREFEITO DE TODOS, INCLUSIVE DOS CHATOS
Raquel lembrou que Netto continua prefeito de quem vota no PT. A regra serve para qualquer partido: administrar inclui atender quem critica, protesta e não dá curtida. Se fosse para governar só os fãs, bastava abrir um clube.
DOIS PESOS?
A cobrança por respeito é válida e precisa servir também quando o alvo é Bolsonaro. Indignação não pode funcionar como camiseta de campanha: vestir só a cor do próprio partido. Se caixão passa do limite, a régua precisa valer para aliados e adversários. Raquel poderia aproveitar e deixar isso explícito. Na política, coerência dá trabalho: exige reprovar até a gracinha da própria turma.
TRIBUNA NÃO DISPENSA PROVA
Sérgio Rocha (PRD), vereador de São Carlos, fez acusações sobre suposto tráfico nas universidades federais, e Fernanda Castelano (PSOL) cobrou comprovação. As alegações não vieram acompanhadas de provas na manifestação analisada. Microfone aumenta o volume; credibilidade exige um pouco mais.
PERCENTUAL TIRADO DE ONDE?
Rocha estimou que suas críticas alcançariam entre 10% e 15% da comunidade acadêmica. A estimativa precisa de fundamento. Número jogado na tribuna não vira pesquisa só porque ganhou porcentagem.
VASSOURA AGUARDANDO LICITAÇÃO
Em resposta divulgada ontem, a Prefeitura de Araraquara informou que a limpeza pública opera com redução e depende de nova contratação para normalizar. Sem cronograma apresentado, resta convencer o mato a aguardar a ordem de serviço.
CONTRATO ACABOU. E O PLANO?
Na mesma resposta, a administração informou que não havia formalizado plano de contingência específico para assegurar a continuidade dos serviços. Contrato tem vencimento escrito. Surpresa, nesse caso, deveria ficar restrita ao aniversário do secretário.
A ÚLTIMA ARDIDA
Para aumentar salário, aparece proposta. Para inaugurar, aparece autoridade. Para divulgar, aparece fotógrafo. O contribuinte espera a mesma disposição na hora de apresentar números, cumprir prazos e responder às cobranças. Afinal, serviço público precisa funcionar também depois que a câmera vai embora. Fica a dica!

























