
De cobrança por hospital a confusão na delegacia: a política de Ibaté está pegando fogo
FORAM COBRAR O HOSPITAL E ACABARAM NA DELEGACIA!
O que deveria ser uma cobrança sobre o andamento do projeto RestauraMed teria terminado em uma confusão daquelas! Segundo informações recebidas pela coluna, o vereador Gilmar Santos (PL) e o suplente Léo da Padaria (PL) foram tratar do assunto, mas a situação acabou em gritaria e condução à delegacia. O hospital ainda enfrenta obstáculos para sair do papel. Já a confusão, pelo visto, não precisou de licença para acontecer.
ATÉ PREFEITA ENTROU NA HISTÓRIA!
E o episódio não teria ficado restrito aos políticos de Ibaté. Segundo o relato encaminhado à coluna, uma prefeita de município da região, que estava presente, também foi conduzida à delegacia. Um episódio que merece esclarecimentos. Afinal, como uma discussão sobre um projeto de saúde termina com autoridades em uma unidade policial? Se a reunião era para resolver problemas, parece que saiu de lá com alguns a mais.
DELEGACIA EM MODO SILENCIOSO!
O portal Região em Destake tentou obter informações sobre a ocorrência junto à Polícia Civil, mas não recebeu esclarecimentos, conforme relatado à coluna. O silêncio deixa perguntas importantes sem resposta: qual foi o motivo das conduções? Houve registro de ocorrência? Quem solicitou a intervenção? Ninguém deve ser tratado como culpado sem apuração. Mas, convenhamos, uma história envolvendo políticos, gritaria e delegacia merece mais explicações do que silêncio.
RESTAURAMED: O PACIENTE É O PROJETO!
O RestauraMed prevê aproximadamente 150 leitos destinados ao atendimento de pessoas com dependência química. A iniciativa ainda precisa superar exigências administrativas para avançar. Enquanto isso, as discussões políticas ganham novos capítulos. O que deveria estar no centro do debate é a viabilização do atendimento. Porque quem precisa de tratamento não pode ficar esperando a política resolver suas próprias crises.
GILMAR COBRA. MAS QUEM RESPONDE?
O vereador Gilmar Santos já vinha cobrando providências para o andamento do RestauraMed. No final de setembro, o prefeito Ronaldo Venturi recebeu representantes da iniciativa, incluindo Léo da Padaria. A reunião colocou o assunto novamente em discussão. Agora, diante do relato sobre a confusão, as cobranças por esclarecimentos aumentam. Fiscalizar é papel do vereador. Responder aos questionamentos administrativos é dever de quem governa.
LÉO DA PADARIA: DA ARTICULAÇÃO À POLÊMICA!
O suplente Léo da Padaria participou das articulações em defesa do RestauraMed e esteve na reunião com Ronaldo Venturi em 30 de setembro. Seu nome agora também aparece no relato da confusão que teria terminado na delegacia. Sem esclarecimentos oficiais, não é possível atribuir responsabilidades individuais. Mas uma coisa é certa: a pauta da saúde ganhou um capítulo policial que ninguém esperava. E hospital não se constrói no grito.
A OBRA É DA RUMO. O PALANQUE É DE QUEM?
A Rumo construiu, a Prefeitura inaugurou e Ronaldo Venturi apareceu como protagonista da entrega da passarela sobre a Ferrovia às margens da rodovia Washington Luís. No convite oficial, a expressão “mais uma conquista”. Só faltou explicar detalhadamente quanto custou a obra e qual foi a participação financeira do município. Afinal, inaugurar é uma coisa. Construir é outra. E esclarecer também deveria fazer parte da solenidade. Fotografia rende manchete, mas prestação de contas rende credibilidade.
NA CÂMARA, A HOMENAGEM FOI UNÂNIME!
Os vereadores aprovaram por unanimidade a denominação da passarela, em homenagem ao ex-prefeito Mauro Antonio da Costa Telles, a partir de iniciativa de Ivani do Cruzado (PSDB). A homenagem tem seu valor. Agora, seria interessante ver a mesma disposição coletiva para cobrar os detalhes administrativos da obra. Porque levantar a mão para homenagear é fácil. O eleitor também espera que os parlamentares levantem a voz para fiscalizar.
RONALDO, O CABO ELEITORAL DE 248 VOTOS!
O prefeito Ronaldo Venturi (PSD) apoiou Rômulo Rippa (PSD) para deputado estadual. Resultado em Ibaté? Apenas 248 votos, equivalentes a cerca de 1,51% dos votos válidos para o cargo. Depois de tanta proximidade política, o desempenho ficou longe de demonstrar transferência expressiva de votos. Ronaldo venceu a eleição municipal de 2024 com 60,76% dos votos válidos, mas o prestígio do prefeito não se repetiu nas urnas para seu aliado. Moral da história: apoio político não vem com eleitor incluído no pacote.
FOTO NÃO VIRA VOTO!
Rômulo Rippa participou de agendas institucionais, esteve próximo da administração e apareceu em articulações envolvendo investimentos para Ibaté. Mas, quando chegou a hora do voto, a proximidade com o governo municipal não se traduziu em votação expressiva. Fica a lição para quem confunde presença em eventos com popularidade eleitoral: fotografia oficial não vota, não aperta botão e muito menos garante mandato.
GILMAR COMEMORA, RONALDO FAZ AS CONTAS!
Enquanto o candidato ligado ao prefeito registrou votação modesta no município, Gilmar Santos comemorou a reeleição de Marta Costa e Paulo Freire, deputados apoiados pelo vereador. O parlamentar já fala em continuidade das parcerias. Na política, resultados eleitorais alimentam as disputas por espaço e influência. E, pelo visto, ainda teremos muita conversa sobre quem saiu fortalecido das urnas em Ibaté.
CARRO ELÉTRICO, TOMADA PÚBLICA?
Um carro elétrico foi fotografado com cabo de recarga ao lado do Ambulatório Municipal de Ibaté. Moradores questionaram se a energia utilizada vinha da unidade pública. As imagens, por si só, não comprovam a origem da eletricidade nem identificam o responsável pelo veículo. Mas as perguntas continuam: havia autorização? Quem pagaria pela energia? Até a reportagem publicada no dia 7, a Prefeitura não havia esclarecido o episódio. Em tempos de contas apertadas, até a tomada merece transparência.
IBATÉ TEM ÁGUA PARA TANTA PROMESSA?
Moradores do Jardim Mariana voltaram a reclamar de problemas no abastecimento de água, principalmente aos fins de semana, conforme relatos publicados pelo Ibaté Agora. A administração apresenta medidas para melhorar o sistema, incluindo o novo poço do Jardim Cruzado. Mas a população quer resultados concretos. Porque discurso não lava roupa, promessa não enche caixa-d’água e coletiva de imprensa não resolve torneira seca.
CÂMARA: FISCALIZAR OU APENAS CARIMBAR?
Propostas orçamentárias e discussões sobre direitos dos servidores municipais passaram pela pauta da Câmara de Ibaté. São assuntos que exigem atenção dos parlamentares. Afinal, mandato não serve apenas para participar de solenidades, entregar homenagens e posar para fotografias. Também exige estudar projetos, questionar decisões e acompanhar a aplicação do dinheiro público. Vereador que fiscaliza pode até incomodar. Mas é justamente para isso que existe o Legislativo.
SERVIDOR NÃO É FIGURANTE!
O regime disciplinar dos servidores municipais já provocou questionamentos na Câmara, inclusive por parte do vereador Hícaro Costa (PT). O debate envolve direitos e procedimentos administrativos aplicados ao funcionalismo. Disciplina é necessária, mas precisa caminhar ao lado da legalidade e das garantias dos trabalhadores. Servidor público não é figurante da administração. É parte fundamental do funcionamento da cidade e merece respeito.
O RODEIO VEM AÍ. E OS BOATOS TAMBÉM!
O organizador Elias Freitas precisou ir à rádio confirmar a realização da 34ª Expo Rodeio de Ibaté, depois de rumores sobre um possível cancelamento. Segundo ele, a festa está confirmada. É a velha história: quando a informação demora a circular, a especulação ganha espaço. E depois alguém precisa aparecer diante do microfone para colocar os pingos nos is. Em Ibaté, até rodeio acaba entrando na arena dos comentários.
E A TRANSPARÊNCIA, PREFEITO?
Entre a passarela construída pela Rumo, as reclamações sobre abastecimento de água, o episódio envolvendo o carro elétrico e as cobranças relacionadas ao RestauraMed, a administração Ronaldo Venturi tem uma coleção de perguntas que merecem respostas objetivas. A Prefeitura tem todo o direito de divulgar realizações. Mas também precisa esclarecer dúvidas. Porque administrar uma cidade exige muito mais do que cortar fitas, publicar fotografias e comemorar entregas.
A ÚLTIMA PIMENTA!
Ibaté viveu uma semana movimentada: inauguração, resultados eleitorais, cobranças por serviços públicos e até relato de confusão envolvendo políticos e uma prefeita da região. No meio de tudo isso, uma certeza permanece: o cidadão não pode ser mero espectador das disputas pelo poder. Precisa cobrar, acompanhar e exigir respostas. Afinal, mandato tem prazo de validade. Já as consequências de uma boa ou má administração ficam por muito mais tempo.
APIMENTADAS — Aqui, o poder não ganha tempero especial. Ganha cobrança. Porque político pode até não gostar de pimenta, mas quem ocupa cargo público precisa aceitar o calor da fiscalização.






















