
A Polícia Civil de Ibaté investiga um caso de estelionato envolvendo o chamado “golpe do falso advogado”, registrado após uma aposentada procurar a unidade policial acompanhada da neta. A vítima relatou ter realizado transferências via Pix depois de receber mensagens de pessoas que se apresentaram como advogados e afirmaram que ela teria valores a receber em uma ação judicial.
Segundo o boletim de ocorrência, o contato ocorreu no dia 14 de setembro de 2026, por meio de dois números de WhatsApp. Os golpistas informaram à aposentada que uma suposta causa judicial havia sido julgada procedente e que havia dinheiro disponível para recebimento.
Para dar aparência de legitimidade à abordagem, os autores enviaram um documento intitulado “Ofício”, supostamente emitido pelo Tribunal de Justiça. Em seguida, solicitaram que a vítima fornecesse informações bancárias, como agência e conta, sob a justificativa de que os dados seriam necessários para realizar o depósito do valor.
A aposentada acreditou nas informações e repassou os dados solicitados. Posteriormente, foi informada de que precisaria pagar uma suposta taxa para que o dinheiro da ação judicial fosse liberado. Os pagamentos foram solicitados por meio de transferências via Pix.
A neta da vítima, que auxiliava a avó durante o procedimento, também manteve contato com os autores. Depois que as transferências foram realizadas, porém, os responsáveis pelas mensagens deixaram de responder. O dinheiro prometido pela suposta ação judicial também não foi creditado.
Os comprovantes das transações financeiras e as conversas mantidas pelo WhatsApp foram apresentados à Polícia Civil e anexados ao boletim de ocorrência. O material poderá auxiliar na identificação das contas utilizadas e dos responsáveis pelo golpe.
A autoridade policial orientou a vítima sobre os procedimentos necessários, incluindo a contestação das transferências junto à instituição financeira. O caso foi registrado como estelionato e será apurado pela Polícia Civil.
O episódio reforça a necessidade de atenção diante de mensagens que envolvam processos judiciais, liberação de valores e pedidos de pagamentos antecipados. Em situações semelhantes, a recomendação é confirmar diretamente com o advogado responsável ou pelos canais oficiais antes de realizar qualquer transferência.





















