O conceito de “coleta seletiva” ganhou um significado pouco ortodoxo na noite desta quinta-feira (23), no Jardim Icaraí, em Ibaté. Durante um patrulhamento preventivo, a Guarda Civil Municipal interrompeu o que parecia ser uma reunião de negócios a céu aberto na Rua Pedro Ronchim, resultando na apreensão de um verdadeiro mostruário de substâncias ilícitas.
Por volta das 22h35, a equipe circulava pelas proximidades de uma praça pública — ponto já carimbado no mapa por denúncias de tráfico — quando avistou um grupo em “atitude suspeita”. A reação dos indivíduos ao avistarem a viatura foi digna de atletas de elite: uma dispersão coordenada em múltiplas direções, aproveitando-se da penumbra para evitar o diálogo com a lei.
O “Tesouro” no Lixo
Embora os suspeitos tenham logrado êxito na fuga, a intuição dos guardas permaneceu no local. Ao realizarem uma varredura minuciosa pelo perímetro, os agentes decidiram investigar o interior de uma lixeira. Lá, entre os descartes convencionais do cotidiano urbano, repousava uma sacola plástica preta que ostentava uma organização invejável, com entorpecentes prontos para a comercialização.
A diversidade do material apreendido chamou a atenção, assemelhando-se a um catálogo de conveniências do submundo:
- Cocaína: 75 pinos (o “carro-chefe” da apreensão);
- Maconha: 28 invólucros tipo “zíper”;
- Crack: 26 pedras;
- Haxixe: 24 porções;
- ICE: 05 porções (uma variante mais potente e rara de metanfetamina).
Logística e Procedimentos
Segundo informações apuradas, a estratégia de esconder o material em lixeiras públicas é uma tática velha conhecida das autoridades, servindo como um “estoque de segurança” que permite aos vendedores portarem apenas pequenas quantidades, tentando descaracterizar o tráfico em caso de abordagem pessoal. Desta vez, porém, o prejuízo ficou apenas para o lado do fornecedor.
Todo o material, classificado tecnicamente como substâncias análogas aos entorpecentes citados, foi recolhido e apresentado ao plantão policial. A Polícia Civil agora assume a investigação para tentar identificar os “proprietários” do lote, que deixaram para trás não apenas o lucro, mas a prova material do crime.





















