Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete brasileiro e mundial, morreu nesta sexta-feira, 17, aos 68 anos, em São Paulo. Segundo a Agência Brasil, o ex-jogador enfrentava um tumor cerebral havia cerca de 15 anos, e a despedida será reservada à família, conforme desejo dos parentes.
Nascido em Natal, em 16 de fevereiro de 1958, Oscar construiu uma trajetória marcada por feitos raros no esporte. Começou a se destacar ainda jovem, passou pelo Palmeiras, defendeu a seleção brasileira em cinco Olimpíadas consecutivas e fez carreira internacional, com longa passagem pelo basquete italiano. No retorno ao Brasil, consolidou ainda mais o tamanho de sua história e alcançou uma de suas marcas mais emblemáticas: os 49.737 pontos que o transformaram no maior cestinha da história do basquete por muitos anos. Também foi reconhecido pela Fiba e integrou o Hall da Fama da NBA, mesmo sem ter atuado na liga norte-americana.

A morte do ex-atleta provocou forte repercussão no esporte brasileiro. A Confederação Brasileira de Basketball lamentou a perda e destacou que Oscar se despede como símbolo absoluto do basquete nacional, enquanto o Flamengo, clube que ele defendeu entre 1999 e 2003, ressaltou a importância do eterno Mão Santa como um dos maiores ídolos da modalidade. As manifestações reforçaram o peso de um nome que ultrapassou gerações e ajudou a popularizar o basquete no país.
Além dos feitos em quadra, Oscar também cultivou uma relação intensa com a própria história. Em entrevistas lembradas pela Agência Brasil, ele apareceu cercado de medalhas e troféus em sua casa, relembrou momentos marcantes da carreira e revelou admiração por Pelé no quadro “Ídolo do Ídolo”, da TV Brasil. Já aposentado, dizia encontrar nas palestras uma forma de seguir perto do público, compartilhando experiências e mantendo viva a conexão com os fãs.
A morte de Oscar encerra a vida de um personagem central do esporte brasileiro, mas não diminui a força de seu legado. Ao contrário, reacende a lembrança de um atleta que fez do talento, da personalidade e da regularidade em alto nível uma marca histórica. Para o basquete e para o esporte nacional, fica a memória de um gigante que transformou pontos em lenda.


















