
Os metalúrgicos da Electrolux em São Carlos aprovaram, no domingo (30), o acordo negociado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos e Ibaté para a data-base da categoria. O entendimento prevê reajuste salarial pelo INPC acrescido de 1,5% de aumento real nas datas-base de 2026 e 2027, além de mudanças em benefícios e cláusulas sociais.
O acordo da Electrolux também prevê aumento no ticket alimentação. Para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 2027, que inclui um ticket extra, ficou estabelecida a aplicação do INPC mais 1,5% de aumento real.
Além dos pontos econômicos, a negociação incluiu alterações nas cláusulas sociais. Entre elas está uma previsão específica para pais e mães atípicos, além de mudanças relacionadas aos planos médico e odontológico para dependentes com deficiência, sem limite de idade.
Outra alteração foi a ampliação do período de ausência justificada para acompanhamento de filhos e filhas com deficiência, que passou de três para cinco dias, conforme as condições estabelecidas no acordo. A mesma condição também foi incluída para situações de internação.
Negociação teve reuniões em São Carlos e Curitiba
Segundo o sindicato, o acordo foi construído após uma série de reuniões com a Electrolux. Entre 19 e 21 de agosto, integrantes do Comitê Sindical de Empresa da unidade estiveram na fábrica da companhia em Curitiba para dar continuidade às negociações. A última rodada ocorreu na quinta-feira (27), quando os termos foram consolidados antes da votação dos trabalhadores.
Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos e Ibaté, Vanderlei Strano, o resultado foi consequência da mobilização da categoria. “A vitória para garantir a data-base não foi fácil, temos que valorizar essa conquista e, principalmente, o poder de organização do Sindicato e dos trabalhadores. O resultado mostra que, quando existe união e disposição para negociar, conseguimos avançar e garantir direitos”, afirmou.
A vice-presidente da entidade, Ceres Lucena, destacou as mudanças nas cláusulas sociais. “Essa negociação mostra que a luta sindical precisa olhar para o trabalhador de forma integral. A inclusão da cláusula para pais e mães atípicos e a ampliação dos dias para acompanhamento de filhos e filhas PCDs são avanços muito importantes. São conquistas que trazem mais segurança e tranquilidade para as famílias e mostram que a negociação coletiva pode transformar a realidade dos trabalhadores”, disse.
Já o secretário-geral do sindicato, Waldemar Muniz, afirmou que o acordo reforça a atuação da entidade nas negociações coletivas. “Reafirmo o compromisso da entidade com a valorização dos trabalhadores e trabalhadoras, onde houver trabalhador metalúrgico, haverá disposição do Sindicato para organizar, negociar e lutar por melhores salários, benefícios e condições de trabalho”, declarou.
Metalúrgicos também aprovam reajuste de 5,4%
Também no domingo (30), em assembleia geral, os metalúrgicos de São Carlos aprovaram a proposta da campanha salarial da FEM-CUT/SP, com reajuste de 5,4%, composto pelo INPC mais aumento real, para trabalhadores dos grupos G3, G2, Sindratar, G8.III e Siescomet.
Segundo as informações apresentadas pelo sindicato, ainda não havia propostas patronais para os trabalhadores dos grupos 10, Sindifupi, Sicetel, Siniem e Sifesp. Diante do impasse, a categoria aprovou aviso de greve e a intensificação das mobilizações. A data-base dos metalúrgicos ligados à FEM-CUT/SP é 1º de setembro.


























