
A rede municipal de saúde de São Carlos registrou 10.873 faltas de pacientes a consultas e exames agendados durante setembro de 2026, segundo levantamento divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde. O número representa uma taxa de absenteísmo de 18,62%, equivalente a quase um em cada cinco atendimentos previstos no período. Ao todo, foram realizados 47.512 dos 58.385 procedimentos agendados.
Os dados evidenciam um desafio para a organização do sistema público de saúde, uma vez que a ausência de pacientes sem aviso prévio pode impedir o aproveitamento de horários por outras pessoas que aguardam atendimento. A Prefeitura reforça a necessidade de cancelamento antecipado quando o usuário não puder comparecer.
O maior índice de faltas foi registrado no Centro de Atendimento a Infecções Crônicas (CAIC), onde 273 dos 996 atendimentos agendados não foram realizados, representando 27,41%. Em seguida aparece o Centro Municipal de Especialidades Médicas (CEME), que contabilizou 1.524 ausências entre 6.372 agendamentos, com índice de 23,92%.
Nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), responsáveis pelo maior volume de agendamentos, foram registradas 5.883 faltas entre 31.732 consultas e exames programados. A taxa chegou a 18,54%, praticamente igual à média municipal. Essas unidades concentraram mais da metade das ausências contabilizadas em setembro.
As Unidades de Saúde da Família (USF) registraram 3.091 faltas em 18.476 agendamentos, com percentual de 16,73%. Já o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) apresentou o menor índice entre os serviços analisados: 12,61%, correspondente a 102 ausências em 809 agendamentos.
Considerando as UBS e USF em conjunto, a taxa de absenteísmo da atenção básica foi de 17,87%. Nos serviços especializados, representados por CEME, CEO e CAIC, o índice alcançou 23,22%, demonstrando que as ausências também atingem atendimentos que dependem de organização específica e disponibilidade de profissionais.
O secretário municipal de Saúde, Leandro Pilha, destacou que o não comparecimento dos usuários compromete o aproveitamento das vagas. “Quando uma pessoa falta sem avisar, aquela vaga deixa de ser aproveitada por outro usuário que poderia estar aguardando atendimento. Por isso, reforçamos a importância de que, caso não possa comparecer, o paciente faça o cancelamento com antecedência”, afirmou.
Segundo o secretário, a colaboração dos pacientes pode contribuir para reduzir filas, otimizar os serviços e ampliar o acesso da população à rede municipal de saúde. A orientação é que os usuários comuniquem antecipadamente a impossibilidade de comparecimento, permitindo que a unidade avalie a possibilidade de reorganizar a agenda.
O levantamento de setembro reforça a importância de medidas para reduzir o absenteísmo e melhorar a utilização da estrutura pública de saúde. A participação dos pacientes, aliada à organização do agendamento, é fundamental para ampliar o acesso a consultas e exames e evitar o desperdício de horários disponíveis.
Dados do absenteísmo em setembro
| Serviço | Agendamentos | Faltas | Taxa |
|---|---|---|---|
| CAIC | 996 | 273 | 27,41% |
| CEME | 6.372 | 1.524 | 23,92% |
| UBS | 31.732 | 5.883 | 18,54% |
| USF | 18.476 | 3.091 | 16,73% |
| CEO | 809 | 102 | 12,61% |
| Total | 58.385 | 10.873 | 18,62% |
Fonte: Secretaria Municipal de Saúde de São Carlos, setembro de 2026.





















