O debate nacional sobre o fim da escala de trabalho 6×1 ganhou repercussão na política local de Ibaté. O vereador Gilmar Santos (PL) manifestou-se publicamente sobre o tema, posicionando-se de forma contrária a qualquer tipo de jornada de trabalho imposta por determinação política. O parlamentar defende a flexibilização das relações trabalhistas, propondo um modelo em que o profissional tenha autonomia para gerenciar o próprio tempo e receber de acordo com as horas trabalhadas e sua produtividade.
Para o vereador, a imposição de escalas rígidas — sejam elas de 6×1, 5×2 ou 4×3 — limita o potencial de crescimento tanto de trabalhadores quanto de empregadores. Gilmar Santos argumenta que o caminho para o desenvolvimento econômico do País passa por garantir que o cidadão tenha liberdade para administrar sua rotina profissional.
“Eu sou a favor de o trabalhador ser dono do seu próprio tempo, da sua própria jornada, e ter liberdade para ganhar por hora trabalhada, conforme sua dedicação e produtividade”, declarou o parlamentar, destacando que a autonomia individual é um fator de dignidade para que as famílias construam uma vida melhor.
Modelos internacionais como referência
Como justificativa para a sua proposta, o parlamentar aponta para as transformações no mercado de trabalho global. Segundo Santos, nações de economia consolidada, como os Estados Unidos, a Suíça e diversos países da Europa, já adotam modelos mais flexíveis de contratação. Nesses locais, milhões de profissionais administram seus próprios horários e recebem por produtividade, demanda ou hora trabalhada, o que permite conciliar qualidade de vida com o aumento real de renda.
O vereador defende que o Brasil siga essa mesma direção, abandonando o que classifica como “modelos ultrapassados criados apenas por interesse político”, para permitir que o trabalhador cresça e produza mais, sem amarras governamentais.
Crítica ao uso político do debate
Gilmar Santos também expressou preocupação com a condução das discussões sobre a jornada de trabalho no cenário nacional. O parlamentar criticou o que chamou de partidarização do tema, apontando que partidos políticos têm utilizado a pauta de interesse social como palanque eleitoral.
De acordo com o vereador, a classe trabalhadora não necessita de discursos retóricos em períodos de debate político, mas sim de medidas práticas que gerem oportunidades reais, valorização profissional, aumento de renda e liberdade para prosperar.
Ao final de seu posicionamento, o legislador reforçou que a sustentabilidade econômica do País depende de uma relação harmoniosa entre o capital e o trabalho. Santos enfatizou que as duas maiores fontes de riqueza da nação são a força de trabalho e a iniciativa empresarial, e que o crescimento sustentável só ocorre quando há equilíbrio de interesses.
“Um não pode ser beneficiado enquanto o outro é prejudicado. Quando existe equilíbrio, quem cresce é o Brasil”, concluiu o vereador, reiterando seu compromisso com a defesa de políticas públicas que garantam autonomia, dignidade e desenvolvimento social para a população de Ibaté e do País.























