SÃO CARLOS | Cidade define Protocolo de Atenção e Cuidado para a Gestante e Bebê

 

Dois grupos de profissionais da Rede Municipal de Saúde entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, agentes comunitários de saúde, dentistas, além de gestores e representantes da Maternidade Dona Francisca Cintra Silva da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia e da UFSCar participaram durante toda a quinta-feira (01), no auditório do Paço Municipal, da capacitação sobre o Protocolo Municipal da Rede Cegonha de Atenção e Cuidado para a Gestante e o Bebê.

A capacitação nos protocolos de pré-natal de baixo risco, pré-natal de alto risco, crianças que nascem e ficam na UTI após a alta – Serviço de Acompanhamento de Intervenções em Bebê de Alto Risco (SAIBE) e Saúde Odontológica da Gestante faz parte das propostas acordadas pela Secretaria Municipal de Saúde com o Poder Legislativo através dos representantes da Comissão de Saúde e Promoção Social (CSPS) da Câmara Municipal de São Carlos, a Maternidade da Santa Casa de São Carlos e a população, para fortalecimento da Atenção Básica e Especializada e elaboração do Plano de Trabalho que visa qualificar o cuidado integral à saúde da mulher materna e infantil evitando a ocorrência de agravos. O Protocolo é um instrumento de referência para os profissionais de saúde no acompanhamento do pré-natal e puerpério no município. Participaram da apresentação do Protocolo o secretário municipal de Saúde, Caco Colenci e os vereadores Elton Carvalho, Cidinha do Oncológico e Lucão Fernandes, que compõem a Comissão de Saúde da Câmara Municipal.

 “O Plano de Combate a Morbimortalidade Materna, Infantil e Fetal” surgiu da necessidade de se estruturar as ações de intervenção e de capacitação dos profissionais que atuam no atendimento as gestantes desde a Atenção Básica – Unidades Básicas e de Saúde da Família (porta de entrada da Rede Municipal de Saúde), Atenção Especializada até o atendimento hospitalar (Maternidade).

“Assumimos o pacto em reuniões com os vereadores, a população, o Departamento Regional de Saúde (DRS), e hoje estamos aqui para apresentar aos profissionais da rede o “Guia de orientação para atendimento ao pré-natal”, elaborado pelo Grupo Condutor da Rede Cegonha de São Carlos para aumentar a qualidade de assistência prestada pelos serviços e profissionais envolvidos no atendimento ao pré-natal, visando à redução dos índices de mortalidade materna e perinatal”, ressaltou Isabella Gerin diretora do Departamento de Gestão do Cuidado Ambulatorial da SMS.

O Comitê Técnico de Vigilância à Morte Materna, Infantil e Fetal, o Grupo Condutor da Rede Cegonha de São Carlos, o Programa São Paulo Pela Primeiríssima Infância também se reúnem periodicamente em trabalho integrado, para discutir ações, qualidade do atendimento e dos cuidados oferecidos para fortalecer a Rede de Cuidado e Atenção oferecidos às gestantes e às crianças. Neste momento grupos de trabalho concentram esforços no processo de reconstrução da equipe de planejamento familiar que sofreu alterações na troca de gestão.

O secretário municipal de Saúde, Caco Colenci, agradeceu a iniciativa dos gestores de reativar os processo de capacitação dos profissionais da rede e também a Maternidade da Santa Casa e Hospital Universitário pela parceria com a Prefeitura. “Nós estamos sempre estreitando o relacionamento com as instituições como o HU e a Santa Casa para a melhoria da qualidade do serviço de saúde do município. Estamos lutando para que cada vez mais possa avançar os procedimentos, fluxos e a estrutura da rede que estava defasada e melhorar o máximo possível à qualidade do trabalho para vocês em beneficio ao usuário do SUS”, disse Colenci.

Durante a abertura do evento, o vereador Elton Carvalho falando como representante do Poder Legislativo ressaltou que os vereadores participaram de várias reuniões na Santa Casa e Maternidade e sempre se colocaram a disposição para ajudar o Poder Executivo na melhoria da qualidade da Saúde do município.

“A rede cegonha é um excelente programa do Ministério da Saúde que assegura as mulheres uma gravidez humanizada, saudável e planejada. Durante a gravidez a insegurança, dúvidas e temores se intensificam, no entanto, com um acompanhamento mais próximo as mulheres sentem-se mais confortáveis”, argumentou Elton. 

“Com relação ao protocolo, acho fundamental que haja uma padronização e um fluxograma de atendimento. O protocolo direciona as etapas do processo, proporcionando aos servidores a possibilidade de monitoramento mais preciso e, realização de ajustes caso necessário, visando resultados eficazes e eficientes”, complementou.

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