Leitura relâmpago
O professor Hícaro Costa (PT) questionou a votação urgente de um regime disciplinar com mais de 100 artigos. Na Câmara de Ibaté, o projeto chegou na quinta e, na segunda, já estava pronto para a prova: mesmo sem todos terem aberto a apostila.
Quiz surpresa
Hícaro perguntou aos colegas prazos, número de integrantes da comissão e detalhes das punições previstas. Gilmar Santos (PL) não gostou do “vestibular” e acusou o professor de causar tumulto. Pelo visto, pode votar; mas perguntar a matéria da forma que perguntou, virou falta de respeito!
Lavagem cerebral
Ivani do Cruzado (PSDB) encerrou a sessão chamando Hícaro de “demagogo” e acusando o colega de fazer “lavagem cerebral”. A discussão era sobre disciplina dos servidores, mas quem recebeu a advertência verbal foi o professor.
Volta para a aula
Depois de Hícaro mencionar que perde dinheiro ao exercer o mandato de vereador, Ivani disparou: “Volta para a sala de aula, professor”. A valorização do magistério ganhou uma versão bastante criativa na tribuna.
Seguro seletivo
Hícaro, Elizeu do Cruzado (PL), Waldir Siqueira (PRD) e Jaque Motta (Republicanos) votaram contra o seguro de vida exclusivo para Guarda Civil Municipal e Defesa Civil, embora tenham elogiado as categorias. Defenderam a inclusão de motoristas, eletricistas e servidores do Departamento de Água e Esgoto. Para alguns, seguro; para os demais, fé e boa viagem.
Por etapas
Gilmar, por sua vez, apoiou o seguro e explicou que os benefícios podem chegar aos servidores por etapas. A Guarda entra agora; os motoristas aguardam a próxima chamada, torcendo para que o ônibus da valorização não atrase muito. Um ano e sete meses já foram!
Diária indigesta
Hícaro, Waldir e Elizeu alertaram que as novas regras das diárias podem prejudicar motoristas e até reduzir benefícios já conquistados. Pediram diálogo com a categoria e com o sindicato, mas o projeto foi aprovado ontem com voto desempate da presidente da Casa, Viviane da ONG (Podemos). Primeiro vota, depois descobre o destino da viagem.
Parecer atrasado
Outro assunto que deu polêmica ontem, foi a votação do regime disciplinar que, segundo Waldir, chegou à votação sem parecer jurídico concluído. A matéria tinha mais de 100 artigos, mas a urgência aparentemente dispensava detalhes como leitura, análise e advogado.
Aviso ao Ministério Público
Ao sustentar que vereadores votariam sem conhecer completamente o projeto, Hícaro pediu que o episódio constasse em ata e falou em comunicar o Ministério Público. A sessão estava tão disciplinada que quase precisou de processo disciplinar próprio.
Saúde paciente
Elizeu relatou esperas de 55 a 66 dias por consultas, enquanto Waldir disse que os PSFs estão deixando a desejar nos encaixes. A saúde não espera, mas a agenda municipal parece ter desenvolvido bastante paciência.
Brinquedo político
Elizeu cobrou agilidade para retirar um brinquedo quebrado no Jardim Cruzado. Ivani apresentou informações sobre a licitação e, após o bate-boca, exigiu respeito. O parquinho ainda esperava manutenção, mas o clima no plenário já estava no escorregador.
Calculadora criativa
Um requerimento de Elizeu e Waldir cobrou explicações sobre uma licitação estimada em R$ 4,258 milhões e homologada por R$ 1,507 milhão. A redução é excelente; agora falta descobrir quem fez a primeira conta e onde comprou a calculadora.
Voto à luz do dia
Hícaro, Elizeu e Jaque apresentaram proposta para tornar aberta a eleição da Mesa Diretora. Waldir apoiou e classificou o voto secreto como absurdo. Afinal, quem vota com tanta convicção não deveria precisar apagar a luz. Porém, mais uma vez, a vereadora Viviane votou contra a transparência e rejeitou o projeto com seu voto minerva.
Cavalgada no plenário
Elizeu, Viviane e Val fizeram um alvoroço na votação do projeto que coloca a Cavalgada de São Francisco no calendário municipal, porém, a Cavalgada do Magrão roubou a cena durante as discuções. Houve bate-boca sobre autorização, pressão, retirada de projeto e responsabilidade pelo evento. O projeto saiu da pauta, mas continuou cavalgando solto pela sessão.
Dançando conforme a música
No dia 2 de junho, em entrevista ao programa “A Hora do Leite”, Viviane da ONG declarou que, como protetora, proibiria rodeios, cavalgadas e “tudo” que envolvesse esse tipo de prática. Ontem, na Câmara de Ibaté, apareceu como coautora, ao lado de Val Construtor, do projeto que inclui a Cavalgada de São Francisco de Assis no calendário oficial. A coerência não caiu do cavalo: apenas mudou de montaria. Como a própria Viviane disse na entrevista, é preciso “dançar conforme a música”. E, pelo visto, a playlist eleitoral agora toca moda de viola. Eita!
Sem filtro
Ao apoiar a retomada do curso de corte e costura, Ivani lembrou uma antiga funcionária pública e afirmou que a “detestava”, acusando-a de humilhar moradores. Eita! Quem será essa servidora? Depois avisou ao prefeito Ronaldo Venturi que ele estava “ferrado” com tantas cobranças. A tesoura ainda nem voltou ao curso, mas já estava cortando para todos os lados.
Puxão de orelhas
Em meio à confusão sobre o retorno dos diretores escolares, o prefeito Ronaldo Venturi tentou se manifestar do plenário, mas a presidente Viviane tratou de interromper: “Vamos manter a ordem na Casa, prefeito”. Ontem, na Câmara de Ibaté, até o chefe do Executivo descobriu que, quando a sessão esquenta, autoridade também precisa levantar a mão antes de falar. Foi um baita puxão de orelhas!
















